História da Beija-Flor

QUADRA DA BEIJA-FLOR

A quadra da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis. Foto: Luiz Dória

É considerada uma das maiores do Carnaval carioca e tem fama internacional. Sua quadra está na situada na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Centro.

A agremiação nasceu em 25 de dezembro de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira, Edson Vieira Rodrigues, Helles Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes, resolveu formar um bloco que depois de várias discussões, por sugestão de Dona Eulália de Oliveira, mãe de Hamilton, recebeu o nome de Beija-Flor.

Dona Eulália foi admitida como fundadora. Em 1953 o bloco, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David dos Santos (Cabana) na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954 no Segundo Grupo.

A quadra, na verdade, era um terreno baldio, a escola tinha muito pouca estrutura. Já em seu primeiro desfile foi campeã com o enredo “Caçador de Esmeraldas”. O compositor do samba era Cabana, o maior nome entre os compositores nilopolitanos em todos os tempos, e passou para o Primeiro Grupo onde permaneceu até 1963. Em 1964 foi rebaixada e retornou em 1974 para o Grupo 1 apresentando o enredo “Brasil ano 2000″.

BLOCO BEIJA-FLOR

Desfile do Bloco Beija Flôr em 1950. Foto: Divulgação

Com a vinda de Joãosinho Trinta, Laíla e outros insatisfeitos do Salgueiro, em 1976, a escola foi a grande campeã do carnaval, com o enredo “Sonhar com rei dá leão” que contava a história do jogo do bicho, demonstrando em suas alegorias um luxo até então atípico para a época, acarretando o fim da hegemonia do quarteto formado por Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. E venceu ainda nos dois anos seguintes. Em 1977, com o enredo “Vovó e o rei da Saturnália”, e em 1978 com “A criação do mundo na tradição nagô”, conseguindo o tricampeonato. A agremiação de Nilópolis passou a ser conhecida como a escola do luxo e iniciou o processo de verticalização das escolas, através de grandes alegorias e dos adereços de mão.

E o sucesso da Beija-Flor continuou: em 1979 e 1981 conseguiu o segundo lugar, e em 1980 dividiu o título com Portela e Imperatriz, com o enredo “O sol da meia-noite”. Em 1983, a escola foi novamente a grande campeã, com “A Grande constelação de estrelas negras”. Joãosinho deixaria a escola de Nilópolis em 1994. E o tão sonhado título no Sambódromo só viria em 1998, dividido com a Mangueira, com o enredo “O mundo místico dos caruanas” desenvolvido por uma Comissão de Carnaval que levou a Beija-Flor ao seu sexto campeonato.

A escola foi vice-campeã por quatro vezes consecutivas entre 1999 e 2002, sempre perdendo pela diferença mínima para a primeira colocada. Mas a Beija-Flor recuperaria o título em 2003. Venceria pela primeira vez sozinha depois de vinte anos (lembrando que seu último título fora dividido com a Mangueira) com o enredo “Saco Vazio Não Pára em Pé – A Mão que faz a Guerra, faz a Paz”. No ano seguinte, conseguiria o bi com o enredo “Manoa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz”. A escola desfilou sob uma intensa chuva, que combinou com o trecho do samba “Água que lava minh’alma ao matar a sede da população”, o que deu mais um sabor ao desfile, impulsionando a escola ao título.

Em 2005, com um enredo sobre os Sete Povos das Missões, a Beija-Flor, cujo desfile começou já num sol quente das sete da manhã de terça-feira, conquistaria o segundo tricampeonato de sua história. De 1998 a 2005, a escola sempre era ou campeã ou vice do carnaval carioca. A escrita foi quebrada com a quinta colocação em 2006 (Poços de Caldas Derrama Sobre a Terra Suas Águas Milagrosas: Do Caos Inicial à Explosão da Vida – Água, a Nave-Mãe da Existência ). Tudo voltaria ao normal para os ares de Nilópolis com o bicampeonato obtido em 2007 (Áfricas, do Berço Real à Corte Brasiliana) e 2008 (Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo).

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